18 de mai de 2013

Capítulo 11 - Ida a Phoenix

Como faz tempo que não posto aqui o cap anterior:

----------------------------------------------------------------------------------

       Primeiramente, estava tudo branco, então eu ouvi uma vozinha de criança: "Vem, Perseis, você tem que andar!".
       Uma cena apareceu, uma sala, duas mulheres sentadas no sofá e sorrindo, reconheci como minha mãe e a de Perseis. Duas menininhas estavam no tapete, me reconheci, eu devia ter dois anos, meus cachinhos estavam na altura do queixo e eu ria bastante. Amenina da frente devia ter um ano,cabelinhos lisos e grandes olhos azuis, Perseis.

       - Vamos, levanta! - eu disse, eu devia ter um pouco mais de um ano.

        Tentei levantá-la sem sucesso, então peguei nas mãozinhas dela e a puxei fazendo-a ficar em pé. Senti um arrepio estranho e a soltei fazendo com que Perseis caísse sentada e começasse a chorar.

       - Maia! - disse minha mãe em tom de reprovação.

       Então a cena mudou, me vi novamente só que agora com doze anos, Perseis estava lá também. Essa foi a última vez que a vi antes que eu virasse semideusa.

       - É uma pena que você vá se mudar para o Brasil. - disse Perseis. - Nem vai ficar para a minha festa de 12 anos.
       - Eu sei, desculpa. - eu disse, tristonha.

       De repente, Perseis arregala os olhos e sussurra: "eles me acharam.". Ela ficou alerta e olhava para os lados assustada, tentei ouvir qualquer coisa que pudesse estar assustando ela... Nada.

       - Perseis? - digo com medo de sua expressão. - O que houve?

        Perseis pegou minha mão e eu senti um arrepio. Ela largou minhas mãos como se também tivesse sentido o arrepio e me olhou.

       - Adeus, Maia!

       E saiu correndo.
       De novo a cena mudou, agora eu estava com 17/18 anos, parecia uma guerra, senti que estava a beira da morte. Vi Perseis no chão com um corte na perna, vi o pânico em seus olhos. Corri até ela e segurei sua mão, me preparando para morrer. De novo, um arrepio.


       Acordei de repente e me sentei. Eu ofegava e meu coração estava disparado. Passei a mão pelos cabelos, o que o sonho queria dizer? Eu fiquei olhando o céu e decidi me levantar para caminhar um pouco já que o sono não vinha. Olhei de relance para o local onde Eric deveria estar montando guarda, mas ele não estava lá. Meu coração acelerou, será que ele foi atacado? Preparei minha espada e fui andando é ante pé até escutar uns sussurros.
       Corri em direção ao barulho e quando me deparei com a cena me abaixei de imediato. Escondi-me atrás de algumas pedras e pude ver Eric e alguém que era forte, estilo motoqueiro, usava óculos escuros, mesmo estando de noite. Ele parecia estar zangado com Eric e foi aí que eu fui perceber que ele era seu pai.

       - Pai, eu... - começou Eric, mas foi interrompido.
       - Cale a boca! Isso é um desperdício, tanta destreza com armas, tanta força, guerra correndo no seu sangue e você joga TUDO ISSO fora para chamar a atenção de uma garota rebelde?
       - Ela não é só uma garota rebelde...

       Escutei um barulho de tapa.

       - Mandei calar a boca! Você podia muito bem completar essa missão sozinho. Se você quisesse, já tinha matado tudo que aparecesse na sua frente. Voltaria cheio de glória ao acampamento e não teria que dividi-la com ninguém. Nem mesmo com aquela menina que ninguém nem sabe de quem ela é filha. Ela nem merecia o seu respeito...
       - CHEGA! - gritou Eric, interrompendo Ares. - Eu não quero ser que nem você que engravida metade do mundo mas que é odiado por todos. Que só sente raiva e inveja. Eu vou SIM controlar minha vontade  de sair na frente, porque essa missão não é minha e sim da Mai, e eu vou SIM tentar conquistar a Perseis. E não vem me dizer que a Mai não merece o meu respeito, porque ela, entre todas as pessoas daquele maldito acampamento é a pessoa que mais o merece, porque ela não vê maldade nas pessoas e é ela quem me conhece, que conhece o meu verdadeiro eu, que eu planejo poder mostrar para a Perseis.
       - Filho, o que aconteceu com você? - disse Ares, tentando parecer mais calmo. - Esquece de uma vez essa garota e tome logo o seu posto de meu filho. Volte a ser aquele que você sempre foi.
       - Mas eu não quero isso! - disse Eric. - Eu já cansei de todos me odiarem porque sou convencido. Eu sei que tem horas que sou assim, mas eu também sou dessa forma que você odeia. Eu estou apaixonado pela filha de Poseidon e não há nada que você possa fazer para me impedir.

       Os olhos de Ares estavam em chamas, literalmente, e ele deu outro tapa na cara de Eric. E não foi um tapinha, foi um tapão que chegou a doer em mim, foi mais forte que o primeiro. Eles conversaram dessa vez mais baixo e eu não pude ouvir. Então, Ares desapareceu. Eric estava irritado, eu sabia disso pelo seu olhar. Eu ia falar com ele, mas eu sei que ele quer ficar um tempo sozinho. Se tem uma coisa que eu aprendi é a nunca mexer com um filho de Ares quando eles estão com raiva, se não eles te acertam com a espada.
       Eu me levantei e voltei para o nosso acampamento. Me deitei em meu saco de dormir e fiquei olhando as estrelas e as constelações que Annabeth me ensinara até cair no sono.


       Eu estava numa das cabanas de Long Island, a mesma que eu estava hospedada com minha família antes de ir para o acampamento meio-sangue. Minha mãe estava no sofá com meu padrasto e meus irmãos. Ela chorava muito, assim como os outros.

       - Não devia tê-a deixado sozinha, James. - disse minha mãe. - Eu te disse que aqui era perigoso pra ela.
       - Mas, Alexa, se ela encontrou o acampamento, ela está segura. - disse James. - Fique calma, meu amor, nós vamos encontrá-la. Eu sei que queria ficar com ela hoje, mas não dá.

       De repente, a imagem mudou, eu me encontrava numa espécie de monte, próximo às placas de Hollywood. Uma voz soou em minha mente dizendo:

       - Muito em breve nos encontraremos aqui, Maia Peck! - sua voz era forte e grossa. - Você está levando seus amigos para a morte certa.

       E tudo escureceu.


       Acordei e eu estava suada. Aquela voz me fazia estremecer. Fiquei pensando no meu sonho com minha família. Por que minha mãe queria ficar comigo hoje? Que dia é hoje? Que dia que eu saí em missão? 30? Eu preciso saber. O pessoal já estava acordado e Eric estava arrumando suas coisas ao meu lado.

       - Algum problema, Mai? - perguntou ele.
       - Que dia é hoje? - perguntei.
       - Ahm... - ele olhou em seu relógio. - 6 de agosto.

       Arregalei os olhos. Nossa, por isso minha mãe queria estar comigo hoje. Bía e Perseis vieram correndo até mim e me derrubaram no chão. Detalhe: eu tinha acabado de me levantar.

       - PARABÉNS, MAI! - disseram as duas em coro.
       - Obrigada, meninas, mas precisavam me derrubar? - perguntei.
       - Precisava sim. - disse Bía.
       - É tradição. - disse Perseis.

       Revirei os olhos. As duas pesadas me ajudaram a me levantar e todos vieram me dar os parabéns. Quando chegou a vez de Derek, ele beijou minha bochecha me fazendo "flutuar" de emoção e depois disse:

       - Feliz aniversário, pequena! E considere aquela música como um presente.
       - Obrigada! - eu disse, sorrindo.

       Depois de tudo isso, nós terminamos de arrumar nossas coisas, tomamos um rápido café da manhã composto de bolachas e água e logo voltamos a caminhar no calor do deserto.

**

       Andamos por umas quatro horas até que conseguimos chegar em uma das cidades do Texas, a cidade de San Angelo. Encontramos a rodoviária, almoçamos e embarcamos em um ônibus que seguia para Phoenix, Arizona. Dessa vez quem se sentou do meu lado foi Derek.

       - Então, o que está achando do seu aniversário de 18 anos? - ele me perguntou.
       - Bom, não é o melhor deles, porque estou numa missão suicida, mas está bom, porque estou acompanhada de você...e dos outros. - eu disse meio corada, e ele riu.
       - Você ouviu a minha música toda ontem?
       - Não. - respondi. - Você canta ela pra mim?
       - Só porque você me pediu e é seu aniversário.

       E ele cantou "Die in your arms" pra mim. Eu ouvi a música encostada com a cabeça em seu ombro. A música era tão linda e sua voz era tão perfeita que nem precisava do acompanhamento musical. Só da sua voz. Eu estava com sono, mas eu não queria deixar de ouví-lo cantar pra mim ou perder alguma parte daquela música. Quando a música acabou, eu acho que estava com um sorriso bobo no rosto. Ele beijou minha testa com ternura e depois seus olhos encontraram os meus. Eu não sei porquê, mas eu via medo em seu olhar. Era como se ele tivesse medo de perder alguma coisa. Medo de me perder. Foi só ai que eu reparei que ele estava com olheiras, como se não dormisse há dias.

       - Derek, você dormiu ontem? - perguntei.
       - Ahm... dormi, mas tive um pesadelo e depois não consegui mais voltar a dormir.
       - Qual foi o seu pesadelo?
       - Foi...

       De repente, o motorista do ônibus buzinou interrompendo o Derek e acabou que o ônibus morreu. Deve ter sido de tanto o motorista buzinar. Pelo menos foi perto de uma cidade que o ônibus quebrou.

       - Pessoal, precisamos que todos saiam do ônibus enquanto eu vou ver se consigo fazer com que ele volte a funcionar. - disse o motorista.
       - Não podemos ficar no ônibus? - perguntou uma moça. - Tá muito quente lá fora.
       - Senhora, em pouco tempo esse ônibus vai estar mais quente do que lá fora. - ele disse.

       Desembarcamos do ônibus, já estávamos no Novo México. Estava um inferno de quente, parecia pior do que no Texas, eu estava encharcada de suor. Eu e as meninas já tínhamos amarrado as blusas de forma que nos refrescasse mais tentando, em vão, evitar o calor. Prendemos os cabelos em coques frouxos feitos com o próprio cabelo, mas nada parecia funcionar.
       Devia estar uns 34ºC (ou mais), não conseguíamos nem andar direito de tanto calor. Sentamos no chão nos espremendo de baixo da sombra de alguns toldos de lojas da cidadezinha. Os meninos tiraram as camisas de novo (ui) e se jogaram no chão.
       Perseis abria rasgos na sua calça jeans com a ponta de sua bandana-lança para tentar se refrescar mais. Nice pegou sua adaga e cortou sua calça, transformando-a em uma bermuda na altura dos joelhos. Mike pegou a mochila de Perseis e socou lá dentro as camisetas e os pedaços de jeans da Nice.

       - Água! - Mike exclamou.

       Ele tirou de lá três garrafas de água. Decidimos usar uma para beber e as outras para matar a sede de todos. (OBS importante: completamente aprovado as barrigas definidas e os braços "volumosos" dos meninos!)
       Abrimos a outra garrafa e fomos jogando água no rosto na sequência: Bía, Nice, eu e Perseis. A sensação da água batendo no meu rosto foi a MELHOR COISA DE TODAS.

       - Derek! - ouvi Bía dizer enquanto eu derramava a água no meu rosto. - Seja menos discreto!
       - Ahm? Hum? Que? Não! Não fiz nada! Cala a boa, Bía! - ouvi Derek dizer.

       Não entendi muito bem, pois quando abri os olhos ele já a encarava com raiva. Passei a garrafa para Perseis e ela virou o que sobrou de água sobre ela. Eric ficou olhando bem no momento em que as gotas de água deslizavam pelo corpo dela. Ele seguiu as gotas de água até o momento em que elas começaram a percorrer sua barriga. Eric estava com uma cara de bobo, fui até ele e disse:

       - Eric, sabia que você está babando?
       - Ahm, o quê? - disse ele sem desviar os olhos.
       - Seja mais discreto, né? - eu ri.
       - Fica quieta, Maia! - ele disse, ainda sem desviar os olhos.

       Os meninos abriram a outra garrafa. Percy jogou a água nele e passou para Mike (ele era  o que tinha o tanquinho mais "ui" de todos), todas babamos. Meus deuses, que que é isso?! Nice estava boquiaberta e suspirosa.

       - Ai meus deuses, Perseis! É seu primo! Para! - disse Perseis, escondendo o rosto com as mãos.

       Desviei o olhar também, ele estava ficando com a Nice, eu tinha que me controlar. Mas a vontade foi maior e com o canto do olho dei uma espiada. Mas para meu azar (ou sorte né?!) quem estava com a garrafa era o Derek. Ele não tinha o tanquinho do Mike, mas OMFG QUE CENA PERFEITA! Ele estava lindo! Um pouco de água escorria pelo seu peitoral até a barriga, ele parecia um deus e...

       - Seca a baba, Maia! - sussurrou Perseis no meu ouvido.

       Me libertei do transe e fui tentar me defender, mas nem precisei, pois chegou a vez de Eric e nisso Perseis parou de rir e ficou uma cara de "que delícia", ela o encarava e mordia o lábio inferior. Ela tentou desviar o olhar algumas vezes, mas sem sucesso. Com o olhar, ela seguia algumas gotas que escorriam pelo corpo dele.

       - Meu... Senhor.... Amado... - ela disse, baixinho.
       - Como é mesmo? - disse eu fazendo cara de irônica. - Ah, é! Seca a baba!
       - Quieta! - ela me respondeu. - É só uma visão bonita, não quer dizer nada.

       A encarei com aquele olhar de "aham, sei" e ela me deu língua. Rimos juntas depois.

       - Então... - começou Percy. - prontos pra mais uns 500.000 km até Los Angeles?

       Gememos infelizes, mas levantamos. Os meninos se vestiram de novo e eu e as meninas voltamos as blusas ao normal, porque ninguém ali queria um câncer cabuloso de pele. Mas pelo fato de estarmos molhados, as blusas grudavam no corpo (ponto positivo: dava pra ver os músculos dos meninos por debaixo da blusa). Fomos começar a andar até que escutamos um grito agudo vindo de trás de nós.

       - BÍA! - berrou Derek.

       Bía havia sido capturada por um... um bando de ciclopes. Corremos em direção a eles, Mike e Nice voaram e os atacaram por cima. Tinha pelo menos uns 20 ciclopes (ou mais) e em poucos minutos estávamos todos cercados. E então, fomos atacados.





Continua...








Oie, meus cupcakes!!!! =D
Eu sei, podem brigar comigo, faz tempo que não posto! :3
Mas vejam pelo meu lado: eu estou devendo nota em 4 matérias, estou em semana de prova, estou a um passo de ter que mudar de escola. =s Nem devia estar aqui, estou postando escondido!
Mas ok, pelo menos postei não é? 
Acabei de ver que temos um Boylieber lendo o blog!!! *-*
Seja bem-vindo!! =D
E não só ele, mas todos os novos leitores. =D
Enfim, vamos responder aos comentários.

Respondendo aos comentários das lindas:
nana !♥! - awn... e sem problemas, gatinha! ;) I love you more! <3
Girl Of Potatos - awn.... *-* kkkkkk e ok Caah, ja continuei! ;D
Isabella Conte - ¬¬' chata!

CONTINUA COM 3 COMENTÁRIOS!
Genteeeeeee, hoje a minha amiga e o namorado dela (meu "maninho") fazem um ano de namoro!!!! *----*
PARABÉNS PRA ELES!!! (é a quarta ou quinta vez q digo isso hoje kkkk)
Beijinhos com SWAG pra vocês!!! <3
Isa e @ClaraVeras

5 comentários:

  1. HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ksks.. cara ta muito P-E-R-F-E-I-T-O... ae eu penso ... me ensina? pq tipo assim... eu sou péssima haha' .... mas enfim não é para falar de mim que estou aqui né ninas? estou aqui para pedir PELO AMOR DE DEUS CONTINUEM?
    por que tipo assim se nao eu infarto e isso não PODE kk'

    bom ta ae meu pequeno coment' mas ok...
    como estas? e as novis?

    bom é só e por favor continua logo se não eu vo ter um pequeno HEART ATTACK kk ....

    beizo mana <3

    AMO VOCÊ <3

    PS: super ansiosa ok?o.O isso nem é novidade mas tudo bem haha' s2 sua linda =)

    ResponderExcluir
  2. Esse capítulo foi tipo,Wow,mas não assim foi wooooooow kkkk
    é sério continua logo =D

    ResponderExcluir
  3. Santa Bellona, o que é isso!?!?!?!? Como o Mike pode ser tão gost... Digo... Bonito? Kkkk esse capítulo um dos melhores, imagina a cena de filme desse capitulo?!?!?! (Babando miiiiiiiiiiil kkkkkk)
    E eu não sou chata ok? :P
    Não acredito que você postou sobre o 1 ano de namoro --'
    Posta o resto kkkkkk :*

    ResponderExcluir
  4. continua princesa , e segue e divulga meu blog ? se sim é só avidar lá ok ? eu sigo de volta e troco divulgação .
    fanfics-do-bieber.blogspot.com

    ResponderExcluir

O que acham que vai acontecer?
Expressem opiniões sinceras, por favor!
Estão Gostando?